Segundo disco de CSS

janeiro 23, 2008 às 9:19 pm | Publicado em João do Caminhão | 10 Comentários
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A banda brasileira Cansei de Ser Sexy (pelo visto cansaram mesmo), que não faz sucesso no Brasil de grande sucesso internacional estão em meio a gravação de seu segundo CD em São Paulo. Como disse a vocalista LovefoxxxxXXXxxX:

“Não nos importávamos de gravar em Londres, mas é melhor gravar no Brasil. Vamos estar realmente sossegados e longe das pessoas que querem chegar até a gente”

Longe mesmo, pois no Brasil a maioria quer distância.

Em entrevista para o site NME, LovefoxxxxXXXxxX afirma que o disco será mais natural, com sonoridade mais crua e como se fosse captada ao vivo.

Será que um disco feito por uma banda com tal número de integrantes e instrumentos:

* Lovefoxxx – vocal
* Adriano Cintra – produção, bateria, guitarra, baixo e vocal
* Luiza Sá – guitarra e bateria
* Ana Rezende – guitarra e gaita
* Iracema Trevisan – baixo
* Carolina Parra – guitarra e bateria

pode ter uma sonoridade crua e natural?

Conto Marcado

janeiro 20, 2008 às 2:57 pm | Publicado em Conto, Sr. Cetecentos | 2 Comentários

Britania saiu do carro, deixando senhor Arno sozinho, e apertou a campainha da casa número 123. Não precisou esperar muito, pois alguém já dava a segunda volta da chave na porta. Seu irmão, Philips, saiu de meias e a cumprimentou. Ela não demorou a dizer-lhe porquê estava ali.

_A gasolina acabou. Preciso logo levar Arno à loja.
Philips não hesitou por motivos próprios.
_Pode ir com meu carro – e apontou para o Marea em frente do carro em que Britania estivera.
_Tá, serve – disse Britania, estendendo-lhe a mão para pegar as chaves.
_O que? – perguntou ele desdenhoso – Ainda não consegue fazer uma ligação direta?
_É que hoje está nublado – justificou – Vou precisar de um isqueiro no mínimo.
_Acho que seu amiguinho deve ter um.
Britania viu que não adiantava pedir mais nada. Chamou Arno para o outro carro e pediu-lhe um isqueiro. Tudo que ele viu foi um flash e quando recobrou a visão estavam numa rua escurecida pelo tempo fechado. A essa altura, Philips já estava em seu sofá assistindo a Melrose Place.

Começou a chover e o carro parrou. Britania avisou que teriam que achar mais fogo. Arno falou que seria fácil, pois é algo de que a humanidade desfruta desde a pré-história. Britania queria se livrar dele logo.

Arno, para não se desfazer de sua fala, pegou dois pauzinhos molhados de uma caixa de uvas e começou a esfregar. Britania torcia para que a mão dele enchesse de farpas quando viu um homem no ponto de ônibus separar um cigarro do bolso. Sabia o que viria em seguida.

Pegou um pedaço de madeira da mão de Arno e correu para o ponto de ônibus. Antes de dizer qualquer coisa, entrepôs a madeira entre o isqueiro e o cigarro do homem, que, sem dúvida se assustou. Britania teve tempo de abrir um sorriso amarelo antes que o homem tirasse uma arma do coldre e atirasse nela.

Arno esperou o Jardim Bandeirantes com ele, e juntos foram até aos arredores do centro. Depois, se dirigiu à loja e o homem a outro ponto de ônibus. Britania recebeu o pagamento, mas ele nunca foi retirado de sua conta.

Missão de Natal – II

janeiro 12, 2008 às 1:31 am | Publicado em Compras, Festas, Miss Ginsu | 2 Comentários

Desculpem-me. Sei que fiquei de aparecer na semana antes do Natal pra relatar sobre o primeiro dia da batalha, mas ficou tudo tão corrido com compras, chegada de parentes, trabalho e festas que não deu. Por isso, cá estou eu hoje pra cumprir o prometido – antes tarde do que nunca.

No dia 15, sábado, lá fomos eu e minha mãe às compras. A dificuldade começou em achar lugar pra estacionar – sem vaga na rua e os estacionamentos pagos lotados. Depois de muito rodar, achamos uma vaga. Íamos andar um pouco mais, mas a essa altura do campeonato quem se importava? Aqui na minha cidade sofremos com um grande problema: camelô demais. É barraca pra cá, barraca pra lá, no meio das ruas fechadas para trânsito de pedestres, nas calçadas. É tanta barraca que você mal consegue ver o nome das lojas – se você não souber exatamente onde fica a loja que quer ir, esqueça! Para nossa felicidade, nós sabíamos.  

Chegando à frente da loja, o susto: como entrar naquele mar de gente? Eu já fui logo cutucando minha mãe: “A senhora já viu o tamanho daquela fila pra pagar?”. Lógico que eu tive a grande sacada do dia – olhar as coisas que iríamos comprar e voltar no dia seguinte (domingo). Com certeza ia estar mais vazio. Dito e feito.

Olha, domingo é O Dia pra fazer compras no centro nessa época. Poucas pessoas aproveitam, você tem mais tempo pra escolher, praticamente não pega fila, encontra bons estacionamentos e sem falar que, se resolver colocar na rua, nem precisa ter o cartão zona verde.

Bem, o primeiro dia de batalha acabou se transformando em dois. Isso na primeira parte, é claro. Eu ainda acabei enfrentando o centro/caos no outro fim de semana – 21, 22, 23 e 24/12. Sim, quatro dias direto. Mas sobrevivi. Às compras, aos parentes, às festas.

A todos nós, um excelente 2008.

Meme – Minha Primeira Vez no Titanic

janeiro 9, 2008 às 11:37 pm | Publicado em Lola, Meme | 3 Comentários

Eu tinha uns 12 anos e nenhuma personalidade. Todo o mundo estava dizendo que Titanic era fodão e eu acreditei. Fiquei louca pra ver o tal filme e só faltava arranjar alguém que me levasse. Então meus tios vieram passar uns dias na cidade e a primeira coisa que me perguntaram era se eu queria ir ver Titanic. Cla-ro que eu queria.

Saímos bem cedo de casa pra não pegar fila e lógico, pegamos fila. Fazer o que, eu não queria ver o navio afundar e as tais cenas que minhas amigas contavam dando risadinha? Agüentei firme até poder sentar na poltrona fedorenta do cinema.

Aí o filme começou. Blá, blá, blá, blá, blá, chegou a cena em que a Rose fica nua. Minha tia queria que eu fechasse os olhos. Blá, blá, blá, blá, blá, chegou a cena em que eles transam dentro do carro. Minha tia queria que eu fechasse os olhos. Blá, blá, blá, blá, blá, o Jack morreu. E minha tia chorou. Blá, blá, blá, blá, blá, o navio afundou. Minha tia se surpreendeu (!). Blá, blá, blá, blá, blá, a velhinha jogou o diamante no mar. Minha tia xingou.

Apesar de tudo, gostei do filme (e olha que nem era fã do DiCaprio). Gostei tanto que pedi a fita VHS de aniversário e ganhei. E gostei tanto que comprei um CD só porque ele tinha a música da Celine Dion. Mas aí eu cresci e a fita e o CD foram pro fundo do armário, junto com meus CDs do Zezédicarmargoluciano (sério que eu contei isso?). Às vezes eu pego, olho e tento lembrar por que eu gostava. Mas guardo correndo: vai que eu lembro.

Macacos me mordam

janeiro 7, 2008 às 11:45 pm | Publicado em Elvira Yoki, Nada, Prolixidade | 4 Comentários

Essa é uma expressão que precisa ser dita cautelosamente, pois mordida de macaco dói muito. Como eu sei? Já fui mordida. Em sonho. Mas doeu pra caramba.

“Macacos me mordam” é uma expressão muito usada pelo marinheiro Popeye. Na condição de marinheiro, ele viaja para diversos lugares, tais como ilhas. Essas ilhas são habitadas muitas vezes por macacos. Se eles conseguissem assimilar a sentença como um pedido, ou desejo, seria muito ruim para o Popeye.

Poema-problema

janeiro 6, 2008 às 8:21 pm | Publicado em Poema, Sr. Cetecentos | 1 Comentário

Na bolsinha de Sheila tem 3,90.
Se sua filha come uma moeda de cinqüenta
quanto feijão Sheila precisa comprar
para que Isabela não tenha hemocromatose?

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