Meme – Minha Primeira Vez no Titanic

janeiro 9, 2008 às 11:37 pm | Publicado em Lola, Meme | 3 Comentários

Eu tinha uns 12 anos e nenhuma personalidade. Todo o mundo estava dizendo que Titanic era fodão e eu acreditei. Fiquei louca pra ver o tal filme e só faltava arranjar alguém que me levasse. Então meus tios vieram passar uns dias na cidade e a primeira coisa que me perguntaram era se eu queria ir ver Titanic. Cla-ro que eu queria.

Saímos bem cedo de casa pra não pegar fila e lógico, pegamos fila. Fazer o que, eu não queria ver o navio afundar e as tais cenas que minhas amigas contavam dando risadinha? Agüentei firme até poder sentar na poltrona fedorenta do cinema.

Aí o filme começou. Blá, blá, blá, blá, blá, chegou a cena em que a Rose fica nua. Minha tia queria que eu fechasse os olhos. Blá, blá, blá, blá, blá, chegou a cena em que eles transam dentro do carro. Minha tia queria que eu fechasse os olhos. Blá, blá, blá, blá, blá, o Jack morreu. E minha tia chorou. Blá, blá, blá, blá, blá, o navio afundou. Minha tia se surpreendeu (!). Blá, blá, blá, blá, blá, a velhinha jogou o diamante no mar. Minha tia xingou.

Apesar de tudo, gostei do filme (e olha que nem era fã do DiCaprio). Gostei tanto que pedi a fita VHS de aniversário e ganhei. E gostei tanto que comprei um CD só porque ele tinha a música da Celine Dion. Mas aí eu cresci e a fita e o CD foram pro fundo do armário, junto com meus CDs do Zezédicarmargoluciano (sério que eu contei isso?). Às vezes eu pego, olho e tento lembrar por que eu gostava. Mas guardo correndo: vai que eu lembro.

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O Melhor Casamento de um Desconhecido

novembro 2, 2007 às 11:41 am | Publicado em Festas, Lola | 4 Comentários

Ele: Sábado a gente vai lá ao casamento, né?

Eu: Casamento?

Ele: Sim.

Eu: De quem?

Ele: Não sei.

Tive um minuto de bobeira e aceitei o convite. Repeti muitas vezes pra mim mesma que aquilo não ia prestar. Mas nem todos os meus pensamentos negativos conseguiram estragar uma das melhores festas de casamento que eu já vi (sim, fomos direto para a festa).

A graça começou com o endereço da festa: uma chácara perto da casa do Tatu. Mentira, a graça começou quando um senhor muito do bêbado tentou explicar como se chegava à chácara. As coordenadas dele levavam ao açude, mas o que vale é a intenção. E, afinal, chegamos à festa.

O menu era dos mais finos: guaraná Aruba, cerveja Glacial, lingüiça, pão e maionese. Puta comida boa! E os garçons, então? Eram os filhos da noiva, as crianças mais simpáticas e educadas que eu já vi. E um deles era a miniatura do Pat Wilson, do Weezer. Uma fofura.

Por falar em parecenças, Jack White estava na festa e até dançou forró. E ele foi um dos que correu para pegar o buquê da noiva. Aliás, o lançamento do buquê é a minha parte preferida dos casamentos, mesmo quando ninguém sai machucado.

Depois de muito conversar com gente legal e encher a barriguinha, viemos embora. E se levamos alguma coisa dessa festa, não foi o arranjo da mesa e nem nada que caiba numa Tupperware.

Mudança de Planos

setembro 26, 2007 às 1:45 pm | Publicado em Lola, Moda | Deixe um comentário

 -Gostei deste vestido, posso experimentar?

-Ai, menina, esse é lindo! A sua cara! Acredita que dia desses a Siri estava com um igualzinho? Conhece a Siri, namorada do Alemão?

-Er… conheço.

[Coloca discretamente o vestido de volta na arara]

Vire bixo. Ou não.

setembro 5, 2007 às 7:46 pm | Publicado em Dicas, Lola, Vestibular | 5 Comentários

Ontem eu fui ao banco pagar a taxa de inscrição da Fuvest. Esta vai ser a quarta (e última) vez que tento uma vaga na USP. Foram 4 anos de cursinho (quem mandou brincar durante o ensino médio?), um gasto de mais de 10 mil reais (mensalidade, transporte, taxa de inscrição, calmante, etc.) e muito conhecimento adquirido, muito mesmo. É desse conhecimento todo que tiro dicas para você, vestibulando apavorado (vestibulandos adoram dicas práticas).

Em primeiro lugar, não existem dicas práticas. Não há uma palavra mágica que irá fazer você aprender logaritmos ou genética. Abra o livro e estude. Inclusive química.

Química nos leva a segunda dica: Pasalix. Anote este nome e converse com seu médico.

Aos fins de semana, deixe os livros de lado e faça algo divertido. Dance de meia pela casa, saia com os amigos e dê uns amassos no seu caso. Sim, arrume um caso com alguém, não seja anti-social.

No dia da prova, não leve chocolate. Vai estar um puta calor que vai derreter seu chocolate, chocolate que vai melecar sua mão, mão que vai melecar seu gabarito, o que vai f****r tudo. Tome uma boa xícara de café e leve analgésico, um pacotinho de sal (caso sua pressão abaixe) e muita água.

Quando entregarem a prova, faça uma oração. Peça principalmente pelo seu traseiro, para que ele volte ao normal depois da prova. E então, fique calmo. Qualquer coisa, vestibular tem todo ano.

 
Lola seguiu todas essas dicas nos últimos anos. Entendeu?

Por b***a

agosto 22, 2007 às 4:09 pm | Publicado em Cotidiano, Lola, Sociedade | 3 Comentários

Eu não lembro bem quando eu ouvi pela primeira vez, mas lembro de ter pedido pra pessoa repetir, talvez eu tivesse ouvido mal.

– Eu disse que é chique por bosta.

Não, eu não tinha ouvido mal. Não entendi a relação entre chique e bosta, mas como eu era nova na cidade, fiz o que eu fazia sempre que ouvia uma coisa estranha (como “corguinho”) : Ahhhh, sim!

Mais tarde eu fui entender que era uma expressão que intensificava o adjetivo, assim como o “muito”. Se alguém é muito feio, é feio por bosta. Da mesma forma que se alguém é muito bonito, é bonito por bosta. Depois que você entende isso, não fica mais tão estranho ouvir alguém dizendo que “o almoço estava gostoso por bosta”.

Tá bom, eu ainda acho estranho (embora morra de rir cada vez que ouço). Mas pra quem nasceu aqui [em São João da Boa Vista], o “por bosta” é motivo de orgulho, uma marca que permite reconhecer um sanjoanense em qualquer lugar do mundo. E isso, isso é legal por bosta!

PS.: O “por bosta” também é falado em Espírito Santo do Pinhal, cidade vizinha de São João e que se diz autora da expressão (isso já rendeu briga por bosta).

Óculos

agosto 15, 2007 às 8:22 pm | Publicado em Lola, Sociedade, Vida Pessoal | 5 Comentários

Os óculos são duas lentes presas a um aro usadas para corrigir defeitos da visão. Mas para muita gente, essa coisinha tão simples é objeto de tortura, tanto que algumas delas preferem passar por uma cirurgia a andar com o bendito nas fuças. Coisa muito estranha para uma garota como eu, que sempre gostou de usar óculos (e sempre temeu cirurgias).

Foi numa visita do oftalmologista à minha escola que eu descobri, aos sete anos de idade, que precisava de óculos. Com a receita na mão, fui até à ótica e meus olhinhos astigmáticos brilharam diante de tantas opções. E depois de provar muitas armações, escolhi a mais divertida do mundo, com um ursinho (eu só tinha 7 anos) em cada uma das “pernas”.

Nos primeiros dias, as lentes davam a sensação de que eu estava muito alta, assim como tudo ao meu redor. E eu, sempre boba alegre, andava pela rua dando risada, pisando alto como um bêbado. Meus colegas de classe nem tiveram tempo de me chamar de “quatro zóio”, porque eles queriam mesmo é colocar as lentes mágicas também.

Outra coisa que sempre me divertiu foi a idéia de que quem usa óculos é nerd. Eu tirava notas vermelhas, matava aula e deixava de fazer um monte de trabalhos, mas ainda assim todos me viam como a mais CDF da classe. E como nerd tem cara de bonzinho, eu não levava a fama pelas porcarias que fazia. Hohoho!

Hoje em dia, os óculos viraram acessório fashion, marca registrada de um monte de tribos formadas por gente com cara de cool (sentiu o trocadilho infame?). Até quem não precisa tem usado! Talvez isso incomode mais do que ser chamado de “quatro zóio”, mas eu continuo amando usar óculos!

Aposto que você não bateria num sujeito de óculos, bateria?

Você não bateria num sujeito de óculos, bateria?

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