Wind of Change

fevereiro 5, 2008 às 1:09 am | Publicado em Amigos, Elvira Yoki, Msn, Sr. Cetecentos | Deixe um comentário

Conversando com Lola e Sr. Cetecentos concluímos que como blog coletivo nós não funcionamos. E maldizemos blogs coletivos bem menos geniais que o nosso que deram certo.

Concluímos, no entanto, que como um grupo ativo em uma janela de messenger somos bons. Então, até que a fada da perseverança encontre o peixe teremos textos medíocres e engraçadinhos, também conhecidos como ‘trechos de conversa de msn’.

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sábado, 26 de janeiro de 2008

Elvira Yoki: O Sr. Cetecentos tem cabeça de abóbora.

Sr. Cetecentos: Quero ver quando rasparem.

Elvira Yoki: Aí você terá cabeça de abóbora calva.

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Esteticamente três blocos ficaria mais bonito. Mas não me deixaram explicar a piada e agora tenho que improvisar.

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Conto Marcado

janeiro 20, 2008 às 2:57 pm | Publicado em Conto, Sr. Cetecentos | 2 Comentários

Britania saiu do carro, deixando senhor Arno sozinho, e apertou a campainha da casa número 123. Não precisou esperar muito, pois alguém já dava a segunda volta da chave na porta. Seu irmão, Philips, saiu de meias e a cumprimentou. Ela não demorou a dizer-lhe porquê estava ali.

_A gasolina acabou. Preciso logo levar Arno à loja.
Philips não hesitou por motivos próprios.
_Pode ir com meu carro – e apontou para o Marea em frente do carro em que Britania estivera.
_Tá, serve – disse Britania, estendendo-lhe a mão para pegar as chaves.
_O que? – perguntou ele desdenhoso – Ainda não consegue fazer uma ligação direta?
_É que hoje está nublado – justificou – Vou precisar de um isqueiro no mínimo.
_Acho que seu amiguinho deve ter um.
Britania viu que não adiantava pedir mais nada. Chamou Arno para o outro carro e pediu-lhe um isqueiro. Tudo que ele viu foi um flash e quando recobrou a visão estavam numa rua escurecida pelo tempo fechado. A essa altura, Philips já estava em seu sofá assistindo a Melrose Place.

Começou a chover e o carro parrou. Britania avisou que teriam que achar mais fogo. Arno falou que seria fácil, pois é algo de que a humanidade desfruta desde a pré-história. Britania queria se livrar dele logo.

Arno, para não se desfazer de sua fala, pegou dois pauzinhos molhados de uma caixa de uvas e começou a esfregar. Britania torcia para que a mão dele enchesse de farpas quando viu um homem no ponto de ônibus separar um cigarro do bolso. Sabia o que viria em seguida.

Pegou um pedaço de madeira da mão de Arno e correu para o ponto de ônibus. Antes de dizer qualquer coisa, entrepôs a madeira entre o isqueiro e o cigarro do homem, que, sem dúvida se assustou. Britania teve tempo de abrir um sorriso amarelo antes que o homem tirasse uma arma do coldre e atirasse nela.

Arno esperou o Jardim Bandeirantes com ele, e juntos foram até aos arredores do centro. Depois, se dirigiu à loja e o homem a outro ponto de ônibus. Britania recebeu o pagamento, mas ele nunca foi retirado de sua conta.

Poema-problema

janeiro 6, 2008 às 8:21 pm | Publicado em Poema, Sr. Cetecentos | 1 Comentário

Na bolsinha de Sheila tem 3,90.
Se sua filha come uma moeda de cinqüenta
quanto feijão Sheila precisa comprar
para que Isabela não tenha hemocromatose?

Férias no Havaí

novembro 29, 2007 às 1:15 pm | Publicado em Cotidiano, Sr. Cetecentos | 3 Comentários

Enquanto as aulas ou o trabalho estão acontecendo, ainda mais em novembro, nada é mais esperado do que as férias, tanto que há até uma superestimação desse período. Vários programas são planejados (ou procrastinados) exclusivamente pra esse período: faxina geral, passar na casa de um amigo que uma vez te disse “passa lá em casa qualquer dia desses”, organizar as músicas, férias no havaí, começar a dieta, comprar o presente de amigo secreto, a lógica mesquinha mais dinâmica do Natal.

Quando as férias realmente começam, a maioria dos dias passa devagar. Os planos de outrora não fazem mais sentido. E, a não ser que você estude à noite na faculdade e faça isto por necessidade, o que faz sentido é ficar acordado até as 4 da manhã assistindo TV e depois tomar café-da-manhã comendo o almoço, porque antes você não podia. Aposto que esse não era um plano.

Encontrou o peixe?
O peixe estava na economia suíça, principalmente na região Norte.

A prática de ficar para fora de casa

novembro 8, 2007 às 9:18 pm | Publicado em Conselhos, Cotidiano, Sr. Cetecentos | 3 Comentários

Ficar pra fora de casa certamente é uma daquelas coisas que ninguém quer que aconteça, mas não tão freqüente quanto outras dessas coisas: atrasar para um encontro, perder a cena surpresa depois dos créditos de um filme, ter a reprise da sua novela favorita cancelada; é algo tão inesperado que é capaz de quebrar a rotina.

No caminho de casa é comum pensarmos: “Chegando em casa eu vou comer essa (torta de limão/vizinha) gostosa com (um pote daquele sorvete caro com nome suíço/outra vizinha)”. Depois de ter ficado pra fora de casa, você no mínimo vai pensar na possibilidade de entrar nela e vai revistar bem os bolsos antes de comprar um Häagen-Dazs para deixar derrendo no carro.

Se você tem dinheiro ou um carro, pode fingir que está indo ao shopping ou ao cinema até que alguma pessoa que, ao contário de você, não esqueceu de levar a chave, apareça para abrir a casa. O mesmo vale para visitas surpresas à casa de algum amigo. Se você tem celular (o que faz do momento algo raro), pode ligar para a pessoa que, ao contrário de você, não esqueceu de levar a chave, e oferecer um pote de Häagen-Dazs.

4 por 4

setembro 28, 2007 às 1:01 am | Publicado em Conto, Sr. Cetecentos | 1 Comentário

Enquanto ele pensava em quanto o mestre de obras ia embolsar com os azulejos superfaturados, ela imaginava como é que faziam para que eles ficassem todos iguais. Ela também se preocupa se o dinheiro consegue terminar a obra, mas é uma questão de prioridades.

A prioridade de Arruda de Campos era conseguir dormir bem e padrões inexplicáveis colocados no chão de seu quarto não a ajudaria. Tampouco seu marido, Pereira de Campos, pois estava muito ocupado com a obra e com a patente do jeito de correr de seu filho, Parreira de Campos. A única pessoa que poderia ajudar Arruda era sua filha, Mará C. Jina de Campos.

Certo dia, Mará, ao sair de seu laboratório (kit Alquimia), deixou um frasco de fungos perto de um de bactérias. Na manhã seguinte ela teve uma surpresa: sua empregada, Violeta Oliveira Santos (queria o que? De Campos?) tinha jogado tudo fora. Mará C. Jina trocou sua empregada por 4 sementes de maracujá mágicas. Plantou-as às 4 da tarde de uma quinta-feira perto da janela do quarto de sua mãe. Dessa vez ninguém jogou nada fora.

Algumas tias da família que brigavam pelo título de “Dedo Verde de Campos” teriam desistido se vissem o que Mará fez. Maracujás do tamanho de corações de mãe nasceram  e amadureceram da tarde pro dia. Alguns caíram no piso e acabaram com o problema dos azulejos. Um deles caiu na cabeça de sua mãe. Ela nunca mais se preocupou em dormir porque nunca mais acordou.

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