Arma contra o stress.

fevereiro 9, 2008 às 2:50 am | Publicado em Música, Miss Ginsu, Vida Pessoal | 8 Comentários

Todos têm seus dias mais chatos, onde desde a hora em que você acorda tudo começa a desandar. É a água congelante do chuveiro, o papel higiênico que acaba e, justo neste dia, não tem rolo reserva, o chefe que resolve pedir planilhas para ontem ou a notícia de que seu salário vai atrasar de novo. Enfim, tudo que pode dar errado, dá.

Pra esses dias acho que todos deveriam ter um “santuário” – um lugar onde você se desligasse do mundo e relaxasse. Eu tenho um: meu carro. Eu adoro dirigir. E dirigir ouvindo música é a combinação perfeita.

Ultimamente meu “santuário” tem sido invadido por maus espíritos, sabe? Eles conseguem fazer com que eu me zangue no trânsito. E olha que eu tinha prometido a mim mesma ser mais tolerante. Mas às vezes não dá. É motorista me cortando, andando mais lento que uma mula puxando carroça, dobrando sem dar sinal (Pô! A sinaleira existe pra isso!). Mas o pior de todos é moto. Ô raça infeliz! A vontade que tenho é de abolir todas as motos – TODAS. Não gosto que andem na minha frente, nem no meu lado (sem falar que acho que todos os capacetes têm piolho).

Porém, santuário é santuário. E quando a coisa aperta, saco a minha arma mais poderosa atualmente no combate ao stress: o cd do The Killers- Live at Glastonbury Festival 2007.  A voz do Brandon com o som da guitarra me deixa totalmente zen. Esqueço os carros, as motos e sigo a viagem cantando em alto e bom som (no volume máximo tanto eu quanto o som) e, é claro, dançando.

 And someone is calling my name
From the back of the restaurant
And someone is playing a game
In the house that I grew up in
And someone will drive her around
Down the same streets that I did
On the same streets that I did

Smile like you mean it
Smile like you mean it

* Smile Like You Mean It – uma das minhas preferidas juntamente com This River is Wild.

Quando a lógica destrói a lógica

novembro 3, 2007 às 1:48 am | Publicado em Domenik, Lógica, Vida Pessoal | 10 Comentários

Bem, eu não sou um nenhum expert de lógica. Mas em momentos de reflexão (aka momentos sem atividade) eu desenvolvo algumas teorias. E resolvi dividir algumas delas.

Cuidado, se você vive em função da matemática seu conjunto imagem pode ser danificado após essa leitura.

a-) A divisão por zero e o paradoxo matemático

Essa é a base de quase todas as minhas teorias lógicas. Sim, eu sei que não existe divisão por zero, mas apenas suponhamos que tal divisão seja possível. Zero é o equivalente de zero, então:
0:0=1
Tudo bem. Agora continuemos, como zero é sinônimo de nada, tudo o que for dividido por zero é igual ao infinito (supondo que esse seja um resultado possível).
x:0=∞
Também sabemos que qualquer número dividido por infinito é igual a zero.
x:∞=0
Nesse caso, podemos concluir que x/0= y/0 e que x/∞=y/∞, assim x=y. Trocando em miúdos, -1=2.007=i=π e todo o universo de número conhecidos. E de sobra temos a relação 0=∞.

b-) O elétron

O elétron é uma partícula de carga negativa. Diz-se que sua massa é desprezível (9,10938188 × 10-22 microgramas). A massa do próton, partícula de carga positiva, é aproximadamente 1.836 vezes maior que a massa do elétron . Em posse desses dados podemos fazer uma equação:
Massa do próton = 1836 . massa do elétron
Por princípios básicos da álgebra, uma equação não é alterada se dividirmos seus dois membros por um mesmo número. Assim, dividiremos tudo por infinito. Teremos:
0=0
Se os dois membros apresentam o mesmo resultado, então devem ter massas iguais. Dessa forma, a massa do próton é igual a do elétron, e se uma delas é desprezível, a outra também o é.

c-) O Universo

O Universo tem tamanho praticamente infinito. E continua se expandindo. O que eu sinceramente acho demais, já que o que era estupidamente grande torna-se colossal e estupidamente grande e por aí vai. Mas isso é um paradoxo. Chamemos a população total do universo de x. Como demonstrado acima, x/∞=0. Então a densidade demográfica do universo seria zero. Assim, não existiriam habitantes no universo, o que é um absurdo, afinal estamos aqui. E podemos definir esse “aqui” como um lugar bastante bonito, e acima de tudo, finito.

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‘Cause I’m Miss Brightside!!!

setembro 30, 2007 às 11:15 pm | Publicado em Felícia Tenenbaum, Música, Teses, Vida Pessoal | 3 Comentários

É engraçado como as vezes a gente escuta uma música é pensa que o compositor leu nossos pensamentos quando escreveu, porque é exatamente aquilo que queríamos dizer! Mais engraçado ainda quando a gente houve a música algumas vezes e gosta, mas só pára pra ouvir a letra (ou lê-la, ou traduzi-la) um tempo depois e se dá conta que é praticamente a leitura do nosso pensamento musicada!

Isso aconteceu com Mr. Brightside, do The Killers!

O cara conta uma história que conheceu uma garota, começou com um beijo e aí como podia terminar daquele jeito? E aí ele descreve toda uma cena da moça com outro cara, e eles se beijam, e oh, não, ele está tirando o vestido dela!!! Mas que ele sabe que tudo aquilo é coisa da cabeça dele, mas ele pede desesperadamente pra parar! Que ele é ciumento e queria quebrar tudo, mas que a culpa é do destino que está o chamando, porque ele é o Sr. Otimista!

Srta. Otimista, muito prazer!!!!

É e-xa-ta-men-te assim que a minha cabeça funciona, se eu fosse listar todas as situações hipotéticas dos meus paixões platônicas com outras meninas, eu escreveria livros sem fim! Se eu fosse guardar as lágrimas que chorei por isso, encheria oceanos, se eu quebrasse tudo que tenho vontade de quebrar, renovaria minha casa toda semana porque pra isso a minha cabeça tem uma criatividade sem fim!

Mas é só o preço que pago, o destino está me chamando, abro os meus olhos ansiosos… Porque eu sou a Srta. Otimista!!

PS.: este post é dedicado à Monique que me ensinou a gostar do The Killers!

Minha Quinta #2

setembro 13, 2007 às 11:48 pm | Publicado em Poema, Sr. Cetecentos, Vida Pessoal | Deixe um comentário

Só mais uma quinta-feira.
Só mais uma tarde ocupada.
Só no meio não havia nada,
onde acabei indo à cabeleireira.

 

No balcão estava o mesmo gel.
Mesma tesoura, mesma cadeira
Onde sentei como um réu
já condenado à coceira¹

 

Por acaso pedi para cortar menos.
Não ouviram meu apelo.
Cortaram mal o meu cabelo.

 

Estava ficando até satisfeito,
mas o que o espelho mostrava era mentira:
um bom corte sendo feito.

 

¹- N. do A. – sabe aqueles fiozinhos que ficam na roupa? Então…

Encontrou o peixe?
O peixe da semana passada está nos sanduíches de atum que postos metidos à saudáveis vendem em geladeiras da Coca-Cola.

Independência….ou quase…

setembro 7, 2007 às 11:47 pm | Publicado em Comemorações, Infância, Miss Ginsu, Vida Pessoal | 5 Comentários

Não. Hoje não vou falar da Independência do Brasil só porque é 7 de Setembro. Mas sim sobre algumas das vitórias que nós temos no decorrer da vida e que, de certo modo, são nossa declaração de Independência também. Quem não sonha em ter independência financeira? Em sair de casa e se soltar das amarras que nos prendem aos nossos pais? Mesmo sendo bom o convívio, vai chegar a hora de querer ter seu canto.Mas vamos pegar os tipos primários de independência. 

Andar – primeiro tem a etapa de rolar na cama enquanto nossa mãe tenta trocar a fralda, pra depois engatinharmos pela casa até sentirmos força suficiente nas pernas pra levantar e, apoiados nos móveis, dar os primeiros passos. Mas o nosso grito de independência é quando largamos o móvel e andamos sem ninguém nos segurando. 

Andar de bicicleta sem rodinhas –tudo começa com o triciclo. Dele pra bicicleta é um pulo (e uma conquista pra nós). Mas a bicicleta vem com rodinhas. Quando começamos a andar e sentimos que dá pra ir sem as mesmas vem o pedido pra retirá-las com a condição de que alguém fique segurando a sela até que……..somos largados. Olha aí nosso grito de independência!!! 

Escovar os dentes sem ajuda da mãe – é a vitória que conquistamos pra ou fingir que entramos no banheiro e escovamos enquanto lemos revista em quadrinhos pra passar o tempo, ou realmente escovamos, mas de uma maneira menos violenta, digamos assim, e mais rápida. 

Comer de colher sozinho – chega daquela história de ‘Olha o aviãozinho’. Será que não percebem como já estamos crescidos? Exigimos nossa própria colher! Independência ou guerra de comida! 

Atravessar a rua sem estar de mãos dadas com alguém – já andamos só, temos nossa própria colher (ou garfo, quem sabe), escovamos os dentes sozinhos. Então por que temos que atravessar a rua de mãos dadas? Maior vergonha! Então, vamos conquistando a independência aos poucos – das mãos dadas vamos pra mão na cabeça como que nos guiando pra depois atravessar acompanhado, mas sem contato físico. Independência! 

Pegar ônibus – agora sim. Depois de atravessar a rua sem acompanhante, você já está apto pra andar de ônibus. Como tudo na vida, começamos de baixo, literalmente – vamos acompanhados e temos a liberdade de passar por baixo da roleta. À medida que crescemos, isso já não é mais possível. E com vem a Independência. Já podemos ir e vir – basta atravessarmos a rua (sozinhos) e pegar o ônibus (sozinhos, também). 

Todas essas vitórias foram marcantes pra mim, mas agora estou atrás da minha independência financeira. E você?

Marley & Eu

setembro 2, 2007 às 2:57 pm | Publicado em Amigos, Felícia Tenenbaum, Vida Pessoal | 4 Comentários

Se eu fosse um bicho, certamente eu seria um cachorro. Mais precisamente: um labrador. Mais precisamente ainda: um labrador com distúrbios de personalidade e transtorno de déficit de atenção!!

Labradores são bobos e grandes e essa é uma combinação nem um pouco segura. São do tipo que chegam em qualquer lugar derrubando tudo, têm plena consciência disso e, pior, acham lindo! Derrubam crianças, destroem móveis e continuam em volta dos donos esperando aprovação.

Assim sou eu. No chá de panela da minha melhor amiga, eu derrubei um prato de porcelana da mãe dela (que não quebrou por um milagre). Eu apareço na festa de aniversário sem presente, que eu dou duas semanas depois, num pacote horrível, isso quando eu empacoto… Eu ligo nas horas impróprias, loto caixas de e-mails, ignoro status de ocupado/ausente do msn. Acabo contando coisas dos meus amigos pra quem não devia…

Mas labradores são carinhosos e leais, muito leais. São inofensivos, mas capazes de matar qualquer um que tente fazer mal ao dono. O dono pode xingar a vontade, no final da bronca, sem rancor, o labrador vai continuar fazendo festinha como se nada tivesse acontecido.

Eu sou desastrada mesmo e nem ligo de receber pratinho de papel enquanto todas usam a porcelana… Se eu não levo presente no aniversário, é porque não achei o presente perfeito – nada de passar correndo no supermercado e levar qualquer coisa num embrulho bonito não… Minhas ligações são sempre porque eu estou preocupada ou quero saber novidades, os e-mails são sempre pessoais, nada de spam, e se eu importuno no msn, é porque estou me sentindo sozinha – mas estou sempre pronta para retribuir num momento de carência! Ah, e minha língua é grande também, mas eu tenho culpa que meus amigos são fantásticos, que eu tenho muito orgulho deles e quero contar isso pra todo mundo?! Ah, e nem adianta brigar comigo, porque eu não guardo rancor, e amanhã estou em volta de novo!!

Eu queria muito que meus amigos soubessem disso. E me perdoassem pelas falhas todas – eu sei que são muitas! Mas tenham certeza que a falta de jeito é proporcional (ainda muito menor, é verdade!) que o amor por todos eles!

PS.: o título deste post é uma referência ao livro Marley & Eu, de John Grogan, de onde também tirei as características do labrador (porque eu não tenho um – ainda!).

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